20100128

da subtileza da sophia

tendo estudado certas formas do saber, contudo sem completar a formalização estipulada socialmente, sem concretizar e finalizar a formação académica, poder-se-á dizer que esta afirmação assenta numa forma de desresponsabilização pessoal - como a raposa de Esopo que não consegue chegar às uvas.

ainda assim isso permitiu-me perceber algo: não acho importante essa formalização ou estruturação burocrática do conhecimento, será importante, mas vital é um saber pulsional. a realidade da nossa sabedoria acontece no imediato dos nossos instintos, nas derivações do pulsar primário humano. a moldagem controladora da emotividade castra o indivíduo dum factor fundamental de humanização: a impulsividade do ego. e uma vez removido ou domesticado esse factor, somos esvaziados duma fúria de transcendência originária, dum axioma do espírito.

o indivíduo extra-educado corre o risco de perder a espontaneidade da sua sensibilidade e aceitando uma rigidez ética e moral perde a vitalidade dessas mesmas características. estará sempre perante uma perspectiva universal, que existirá de facto, mas que anula a beleza do agora, do dasein.

não há outra autenticidade na sabedoria senão a poética.

conhecimento não é sabedoria.

20100125

a tua beleza ainda me assombra

o desaparecimento do mundo.
sermos um só.

a tua forma divina,
os teus seios como o altar da minha boca.


e quando a tua nudez me usava como manto.


20091211

o sibilar da serpente de fogo



entretanto as massas são entretidas com filmes banais (ainda que criativos) de conspiração, zeit geists de contra-informação e contra-cultura contra a religião, a filosofia e a ancestralidade. há nesta entrevista uma certa estranheza, pois a denúncia parte duma alta representante duma pasta de governo que sob a vigilância nacional, logo após o final da 2ªGGM, adoptou medidas de eugenia, quer médicas quer sociais.

contudo, há algo a apontar à religião, principalmente aos três grandes veículos monoteístas que se encontram focados em fait divers sociais ou cruzadas militares económicas em vez de segurarem um estandarte de independência, ainda que violento, que já chegaram a segurar. assim,
o indivíduo desatento e desfocado aceita com um rejúbilo arrogante os mecanismos do monstro burocrático da ciência e caminha néscia e alegremente para a sua anulação até ao nível mais extremo.